quarta-feira, 30 de maio de 2012

VIVA ao Empreendedorismo Social!

Tenho lido uma série de artigos, reportagens, até por um interesse e objetivo pessoal, sobre o Empreendedorismo Social. Há, inclusive, um filme já em cartaz na Reserva Cultural, à Av. Paulista, 900, São Paulo, chamado "Quem se importa?" e que, sendo considerado um movimento, não um simples filme, incentiva as pessoas a serem transformadoras. É um documentário que reúne os depoimentos de vários empreendedores sociais pelo mundo, mostrando suas "obras", cada um dentro de seus próprios meios de atuação.
Assim, penso eu já há algum tempo, que precisamos acreditar que se fazem necessárias muitas mudanças realmente importantes neste nosso mundo, para que possamos seguir em frente. Da mesma forma que tantas outras pessoas, creio que estamos seguindo por uma estrada em declive e que nos leva à beira de um abismo sem fim, do qual não há mais volta. Precisamos mudar ou, pelo menos, começar esse movimento. Um movimento de mudanças importantíssimas de valores, de formas de viver, de ver o mundo, nas formas de nos relacionarmos com os outros e com tudo ao nosso redor. Precisam ser mudanças nas quais acreditemos que vão nos levar a um mundo muito melhor do que aquele no qual vivemos hoje.
O ser humano está completamente perdido em sua essência mais autêntica e simples. Durante muitos e muitos anos, ele viveu numa corrida desenfreada na busca de poder e, assim, acreditar que estava firmando seu lugar onde quer que fosse. Para isso, ele se rodeou dos métodos mais sofisticados, por vezes com altíssima tecnologia, ou dos métodos mais cruéis ou mais humilhantes ou mais segregadores e marginalizantes, quaisquer que sejam, com o único intuito de competir e vencer, mas a qualquer preço e em qualquer esfera. Desde o começo das guerras entre povos, onde o objetivo principal era a posse de terras, pois isto era o que lhe conferia poder e respeito perante os demais, começamos a ver como o movimento destas pessoas começava a seguir um caminho alternativo do que simplesmente lutar pela posse de um pedaço de terra. O homem aprendeu a subjugar, a coagir, a amedrontar. Aprendeu a ser frio, cruel e injusto. Ele aprendeu a deixar a preciosidade das relações na mesma altura do chão que pisamos. No final de tudo isto, ano após ano, minuto após minuto, o homem se esqueceu do porquê dele realmente estar aqui, se esqueceu de quem ele realmente é, se esqueceu de sua real essência, ou seja, se esqueceu de "ser-humano". Só isso. Tão simples, não?
O trabalho dos empreendedores sociais, e acredito que eles são importantíssimos agentes de mudanças é, através de suas próprias atuações em seus campos de trabalho, levar ajuda àqueles que realmente precisam e não têm recursos, semeando, assim, uma nova cultura da construção de um mundo novo, que é passada de uns aos outros. Estas pessoas utilizam suas formações acadêmicas para levar algo novo e ajuda a lugares e pessoas que precisam e que já não recebem a ajuda de mais ninguém. Ao levar este apoio, ao mesmo tempo que se realizam trabalhos importantíssimos para estas populações carentes, ajudam-nas na inclusão social e a mostrar a todos que é possível sim, fazermos alguma coisa para que a vida em nosso planeta mude seu rumo.
Não são simples sonhadores com idéias impossíveis de realizar. São pessoas comuns, mas que possuem um grandioso diferencial: eles têm esperança. A esperança de realizar algo maior, de também levar esperança a tantas pessoas. A esperança e o acreditar sempre que temos um caminho longo a percorrer sim, mas que o final dele será surpreendente. A esperança de conseguir construir dias muito melhores, a esperança de resgatar tudo o que o homem já deixou para trás, a esperança de se reencontrar.
Nosso planeta grita por estas mudanças, mas cegos por tanta ganância e tanto que já se perdeu, a maioria dos seres humanos não consegue enxergar. E não consegue enxergar que o mundo vai mudar sim. Talvez ainda leve mais tempo do que gostariamos, mas vai mudar, ou melhor, vai voltar a ser o que já foi um dia. Com tecnologia avançada e tudo o mais, com o desenvolvimento a largos passos sim, mas sem perder o que levamos no fundo do coração. E, com o passar do tempo, perceberemos que, infelizmente, não haverá lugar para quem não consegue "ver".
As mudanças já começaram. Por estes empreendedores e por tantas outras pessoas que fazem a sua parte da melhor forma.
Cabe a cada um de nós abrirmos nossos corações e nossas mentes para o que está por vir e tentarmos fazer o melhor possível a cada dia.
Lembremo-nos sempre do incrível exemplo que as formigas nos deixam: uma sozinha não conseguirá fazer muita coisa, mas vejam que trabalho incrível é feito por um formigueiro inteiro!
Muita paz a todos!





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